quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

30/01/2010 - Terceiro encontro da Oficina de Crônicas sobre a cidade de São Paulo

Nosso terceiro encontro da oficina de crônicas sobre a cidade de São Paulo foi inteiramente dedicado à leitura dos textos produzidos pelos escreviventes.

Cada um dos participantes trouxe uma primeira versão de sua crônica sobre São Paulo, escrita a partir de um lugar da cidade considerado marcante. Essa primeira versão foi lida em voz alta pelo próprio autor do texto e os colegas e mediadores teceram comentários sobre a produção.

Foi interessante perceber que as discussões, que, ao início do encontro, concentraram-se sobre os aspectos da cidade levantados pelas crônicas lidas, ao final dos trabalhos passaram a ter como foco a estrutura dos textos apresentados. Como uma das participantes chegou a comentar, acreditamos que foi o amadurecimento do grupo que tornou possível o encaminhamento da conversa para a análise estrutural dos textos.

A partir dessa leitura, foi possível perceber também o surgimento de algumas categorias de crônicas: há as crônicas nostálgicas, que falam de uma São Paulo que não mais existe, comparando-a à cidade atual; há aquelas que são como retratos instantâneos da cidade, que recortam espaços e suas trupes.

Sábado que vem contaremos com a leitura dos textos de mais alguns colegas, mais crônica e mais canção e veremos, então, se outras categorias surgirão... Até lá!

Gabriella Rodella

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Alguns blogues de novos e antigos escreviventes

Bruna Nehring: brnehring.Blogspot.com


Tânia Tiburzio: http://diariodett.blogspot.com/


sandra schamas: http://sschamas.blogspot.com


André Alves: http://mundoid.blogs.sapo.pt/


Bruna Buzzo: http://apenasdivagacoes.wordpress.com/


Daniela Morrison: www.danimorisson.blogspot.com

Tom Zé:“Augusta, Angélica e Consolação”

http://www.youtube.com/watch?v=x88hGpImdBU

23/01/2010 – Segundo encontro da oficina de leitura e escrita/crônicas sobre a cidade de São Paulo

No último sábado, antevéspera do aniversário da cidade de São Paulo, ocorreu o segundo encontro do Escrevivendo 2010. O ponto de partida dessa vez foi a audição da originalíssima “Augusta, Angélica e Consolação”, de Tom Zé e a leitura da crônica “Por que São Paulo?”, de Mário Prata. As duas obras provocaram intervenções inteligentes e criativas dos escreviventes, às vezes por aproximação, outras vezes por divergência do ponto de vista dos autores ou de algum detalhe abordado. Houve oportunidade de todos expressarem suas idéias, além de uma boa dinâmica nas ponderações.

Num outro momento do encontro, os participantes passaram à elaboração de um texto a partir da pequena lista individual de lugares marcantes da cidade de São Paulo. Como essa lista havia sido solicitada no sábado anterior, alguns escreviventes trouxeram o texto já mais ou menos encaminhado, o que deu margem para que fossem feitas algumas trocas de produções textuais.

Após a conclusão dos demais textos chegou a vez da leitura de cada um deles, atividade que não foi possível encerrar naquele mesmo dia devido ao tempo gasto nas discussões e comentários (isto é comum e bem aceito na oficina, uma vez que temos programa aberto em função da dinâmica do grupo), já que as leituras apresentadas suscitaram algumas intervenções que se prolongaram naturalmente. Assim, o nosso próximo encontro se iniciará com a continuação dessa atividade de leitura dos textos dos participantes. Contamos, uma vez mais, com a participação de todos. Até mais ver!
Nedilson César








sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

16/01/2010 - Primeiro encontro da Oficina de Crônicas sobre a cidade de São Paulo

Teve início no último sábado mais um módulo do projeto Escrevivendo na Casa das Rosas, o primeiro de 2010. E como esse é o mês do aniversário de nossa querida São Paulo, optamos por trabalhar a descrição dessa cidade cheia de contrastes a partir de crônicas e de letras de música que cantam seus contornos, seus espaços, seus habitantes e seus tempos.

A oficina começou com uma breve apresentação dos participantes, que falaram a respeito de suas expectativas para com o tema e o trabalho e contaram onde vivem e o que fazem aqui na capital.

Em seguida, os mediadores comentaram alguns dados sobre a história do gênero, passando pelo surgimento da crônica histórica em Portugal, pelas mãos daquele a quem chamamos o “primeiro historiador” português, Fernão Lopes, que teve como incumbência “poer em caronyca as estórias dos Reys, que antigamente em Portugal foram”.

Falou-se sobre o surgimento da imprensa e de como as crônicas publicadas nos jornais franceses do século XIX caíram no gosto dos leitores da época; comentou-se também a respeito da especificidade do público brasileiro do século XIX e do sucesso que esse gênero, mais leve e ligeiro, obteve por aqui.

Na sequência foi proposta a leitura da crônica Perdizes, de Antônio Prata. A discussão sobre o tema, a cidade que não para de mudar, foi profícua e por meio dela foi possível perceber a construção de metáforas originais utilizadas pelo autor, levando o leitor a se identificar com seu ponto de vista.

Ao final, cada participante produziu uma lista de lugares marcantes na cidade de São Paulo, a partir da qual, no próximo encontro, produzirá uma crônica própria. Até lá!
Gabriela Rodella



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

OFICINA DE FÉRIAS 2010!!

Começaremos o quinto ano do Projeto Escrevivendo na Casa das Rosas com um módulo sobre crônicas - finalmente! Ao mesmo tempo, a oficina fará uma homenagem a nossa querida cidade: São Paulo.

Os mediadores serão os professores Gabriela Rodella e Nedilson Cesar, que estão preparando um programa delicioso pra as férias ( 16 de janeiro a 27 de fevereiro). Abaixo, Sampa, de Caetano Veloso, pra gente ir entrando no clima.



Beijo,
Karen Kipnis

sábado, 7 de novembro de 2009

Postagem do Intervalo






Veja publicidade da Chanel com o poema Day Dream, de Frederico Barbosa. O poema foi utilizado sem conhecimento do autor.

A campanha publicitária mundial do perfume Coco Mademoiselle ,da Coco Chanel, traz trechos de um poema recitado inteiramente em português. Os curiosos irão descobrir que, embora não apresente autoria na campanha, trata-se de fragmento grande do poema "Day Dream" do poeta Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas e diretor executivo da Poiesis, organização social que administra o Museu da Língua Portuguesa e a Biblioteca de São Paulo.

O texto foi publicado originalmente no livro "Nada Feito Nada", de 1993, que foi agraciado com o Prêmio Jabuti.O autor desconhecia completamente o uso do poema, que é dedicado ao seu grande amigo, o músico e artista plástico Carlos Fernando. Segue o poema:

DAY DREAM
Esse castelo
o que há de antigo
nosso no ar
vai se construindo
em meio improvável
desatento.
Tantas referências
nossas lentes
fora desse mundo
do vago ralo
da rapidez indiferente.
Nesse nosso castelo
vão circulando, vivos,
tantos Dukes, Claudes, Luchinos
e vários James amigos
nossos companheiros de sempre.
Sonhos aprisionados
nessa torre
ilha
correm soltos
mar de marfim
por dentro.
Dedicar cada dia
entre tantos
inúteis momentos
a refinar
cada gesto palavra cor
ou sentimento.
Nadar no vazio alheio
movidos
por nosso sonho
claro e tácido
acordar comovido
da mente em movimento.
Nesse castelo, nossa praia
essa coragem nossa
sua presença acende.
Um mundo raro
um sonho em claro
doce recheio
sem resposta.
Sonhamos
vida
sempre acordados
um sonho contrário
que se arrasta em brilho
contra a corrente.

Frederico Barbosa in Nada Feito Nada, 1993